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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Suas emoções o impulsionam ou o limitam?

16:06:00
Gestão das emoções é um tema recorrente no contexto organizacional e também social e pode determinar o sucesso ou insucesso. 
sorriso no rosto
Fonte
A gestão ineficaz das emoções pode tornar você um escravo do medo, uma pessoa que tem picos de raiva, que não controla sua própria língua que fere as pessoas com palavras ásperas e que às vezes podem ser com navalhas que cortam o coração das pessoas e deixam severas cicatrizes, seja em nível pessoal e/ou profissional.

Se sua gestão emocional for deficitária, provavelmente você terá muito mais momentos no nível de desmotivação do que de motivação, esse sentimento leva você para prostração, inércia e pode, literalmente, apodrecer o seu “eu” como água parada.

Uma das principais reclamações, no que tange as emoções atualmente, são os sentimentos de ansiedade, depressão e a insatisfação.

A gestão eficaz por sua vez, possibilita substituir os vilões da ansiedade e depressão para o sentimento de estar presente e centrado, promovendo o sentimento de satisfação e contentamento. O gestor eficaz das emoções investe em autoconhecimento, o que é fundamental para que você possa controlar as emoções em vez de ser controlada por elas.

Autoconhecimento é o caminho certo para você encontrar as suas motivações internas, compreender os mecanismos pessoais e individuais que norteiam o seu humor, sua capacidade de decidir suas emoções e consequentemente o seu destino.

A vida é feita de escolhas, ou você escolhe ser o gestor das suas emoções ou entrega o controle para terceiros. Frases do tipo: “Você me tira do sério”, “ Você está querendo me irritar”, “Estou tão desmotivado” entre outras, sinaliza que está na hora de você investir em você.

Lembre-se: um Coach profissional pode ajudar você! Buscar ajuda é ser sábio, arrumar desculpas para suas crises emocionais, não. A decisão é sempre sua e as consequências também.



Pense: como está sua gestão emocional? E o que você pode fazer após a leitura desse artigo para potencializá-la?

domingo, 13 de novembro de 2016

Liderança sobre si mesmo: aprendendo com formigas

15:20:00
Acredito verdadeiramente que coisas pequenas podem nos ensinar lições grandiosas. Hoje gostaria de falar com vocês sobre seres pequeninos mesmo... As formigas! 

liderança formiga
Fonte
Tem muita gente que não gosta destes pequenos insetos. Minha irmã, por exemplo, morre de medo das formigas. Elas também estão em todo lugar: na rua, nas praças, dentro das casas muitas vezes. De tão pequenos, muitas vezes nem são notadas. 

Mas eu gosto, quando disponho de um pouquinho de tempo, de observar como elas trabalham. Um dias desses, as observei em meu banheiro, bem no cantinho da parede. 

Reparei que todas iam numa mesma direção - ou indo até a fonte de alimento ou voltando com o alimento para casa. Observei que cada uma era líder de si mesma, pois sabia exatamente o que fazer, faziam cada uma a sua parte, porém todas possuíam o mesmo objetivo. 

John C. Maxwell, em seu livro minutos de liderança, fala sobre as quatro maiores lições das formigas quando o assunto é liderança. Achei tão interessante que gostaria de compartilhar com vocês, acrescentando comentários meus, ok? 

Iniciativa 

"Formigas não precisam de comando para começar algo"

Já percebeu que as formigas possuem iniciativa? Todas elas fazem o seu trabalho sem depender de outras formigas. E quando veem que uma formiga está precisando de auxílio, elas vão lá e ajudam por si só. Iniciativa é importantíssimo para um líder, pois se ele não toma a frente, o que está fazendo na liderança? 
Segundo o site significados.com liderança significa: 
a arte de comandar pessoas, atraindo seguidores e influenciando de forma positiva mentalidades e comportamentos.
Você tem tido iniciativa?  

Integridade 

"Formigas trabalham com fé e não precisam de responsabilidade para mantê-las em suas tarefas" 

Tudo bem, não falamos a língua das formigas, mas só é preciso um pouquinho de observação para compreender que as formigas precisam fazer o que tem ser feito, com toda a integridade. Quando em conjunto, eu não encontro formigas desfocadas, a não ser que saiba que há comida em algum lugar. Elas são comprometidas com a sua missão e se doam 100% àquilo.

Você é íntegro (ou seja, inteiro) ao que você está comprometido? 

Sede de Trabalho 

"Formigas trabalham duro e substituem a sua casa quando é destruída". 

Esses dias na faculdade tivemos a semana do empreendedor, onde tivemos a oportunidade de ouvir vários empreendedores falarem sobre a jornada até o sucesso. Percebi algo em comum neles: eles trabalharam duro e faliram algumas vezes antes de chegarem ao sucesso. 

trabalho em equipe
Fonte


Nossa, eu sei, isso não parece ser uma perspectiva muito boa sobre a liderança. Nas minhas experiencias como líder, posso te afirmar que, da equipe, o líder deve ser o que mais trabalha. Ele tem que ser o exemplo para toda a equipe, e se quer uma equipe acima da média, você tem que ser o primeiro a ser acima da média. 

A expressão trabalho duro parece que já carrega sobre si um fardo, não é mesmo? Uma das características que eu amo dizer sobre o líder é a paixão. Sem paixão, sem aquele brilho no olhar, dificilmente um líder engajará a sua equipe e alcançará resultados extraordinários. E quando um líder tem paixão nos olhos, o "trabalho duro" não se torna pesado e sim uma fonte de satisfação. 

E se a ideia não der certo? 

Líderes sabem que nem sempre tudo dará certo. Mas possuem dentro de si iniciativa e integridade o suficiente de levantar e começar tudo de novo. 

Fonte de Insight

"Formigas armazenam comida no verão"

Elas são prudentes e responsáveis. Acredito que no fundo podemos resumir assim as formigas. Elas trabalham em prol do que acreditam, armazenam comida nas épocas mais favoráveis para que nas épocas desfavoráveis não sejam pegas desprevenidas. Bons líderes são assim. Cultivam relacionamentos em tempos favoráveis para que, quando houver uma crise, seus relacionamentos possam estar firmes, entre outras coisas. 

Como você tem administrado os recursos disponíveis hoje? 

Não é legal como seres tão pequenos podem nos ensinar tanto acerca da liderança? Vale a reflexão dos quatro pontos para sermos líderes cada vez mais excelentes!

Referências:
https://www.significados.com.br/lideranca/

MAXWELL, John C. Minutos de Liderança. 52 lições semanais para maximizar seu potencial como líder. In: O melhor de John C. Waxwell - seleção vida de líder. 1 ed. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2015.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

As quatro disciplinas centrais do Coaching

08:00:00
Para aqueles conhecedores do coaching em seu estagio atual, é desafiador imaginar quantos conceitos e estudos foram agrupados e conectados para sua construção. Para evidenciar alguns fatores importantes Lages e O'Connor (2010) elencam as quatro disciplinas centrais do coaching, explanando sobre a ideias e os conceitos do cenário no qual o coaching foi concebido e aprimorado.

As quatro disciplinas centrais do Coaching
Psicologia  Humanista
Filosofia oriental
Construtivismo
Estudos Linguísticos
Fonte: Lages e O'Connor (2010, p.25)


Entendendo os conceitos:

Psicologia Humanista

É uma das principais raízes do coaching; 
Chamada de terceira força, pois a psicologia americana (primeira metade do séc. XX) era dominada por duas escolas de pensamento: o comportamentalismo e a psicanálise; O comportamentalismo via os seres humanos a partir de uma perspectiva externa em sua relação com o ambiente; Os psicanalistas focalizavam os aspectos internos, os motivos profundos do individuo e a maneira como moldavam seu comportamento; 
Nenhuma das duas vertentes via a pessoa pelo prisma de suas próprias experiências, valores, metas, tampouco pela sensação de ser humano.
Psicólogos liderados por Carl Rogers e Abraham Maslow queriam criar um sistema de psicologia que focalizasse a maneira como as pessoas se sentiam e pensavam a seu próprio repeito, e o que elas consideravam importante do ponto de vista subjetivo.
Este estudo era a psicologia humanista, lidava com questões como autorrealização, saúde, esperança, amor, criatividade e significado - compreender o que significa ser- humano ( LAGES E O' CONNOR, 2010, p. 26).

Filosofia oriental

O coaching cresceu inicialmente nos Estados Unidos, com sua pragmática abordagem ocidental ás mudanças, orientada para metas e resultados.
Década de 1960 ocorre um enorme ressurgimento do interesse pelo Budismo e pelo pensamento oriental no ocidente, coincidindo com a ascensão da psicologia humanista e do movimento pelo potencial humano.
A filosofia e a religião ocidentais enfatizam ação e realização enquanto as abordagens orientais enfatizam o ser. O movimento pelo potencial humano demonstrava muita afinidade com a abordagem oriental.
O coaching, desta forma, possui muitas relações diretas e indiretas com o pensamento oriental. Muitas abordagens orientais eram ensinadas no Instituto Esalen e integradas à filosofia ocidental (LAGES E O' CONNOR, 2010, p. 29).

Construtivismo

Desenvolve a ideia de que fazemos ou "construímos" ativamente o nosso mundo a partir de nossas experiências. Não somo receptores passivos do que vem de fora, mas criadores ativos de nossas experiências.
Nascemos em um mundo estranho, criado à medida que exploramos e descobrimos. Fazemos sentido de nossas experiências e interpretamos o que acontece através de nossa história.
Alguns clientes chegam as sessões de coaching sentindo-se inoperantes, exercendo pouca influencia no curso de suas vidas, o coach não tenta melhorar suas vidas, tampouco lhes diz como fazê-lo. Ao contrario, o coach os ajuda a ver, primeiro, que eles estão contribuindo para criar a vida que estão levando, e segundo, de que maneira o estão fazendo. E assim eles podem mudar suas vidas fazendo algo diferente (LAGES E O' CONNOR, 2010, p. 30, 31).

Estudos linguísticos

A linguagem é o meio pelo qual nos comunicamos, provavelmente uma das mais notáveis invenções humanas. Construímos nosso mundo em função da relação existente entre as coisas e de seu significado, utilizando a linguagem para nos comunicar.
A maneira como vivenciamos o mundo depende de nossos interesses, nossa atenção e nossa saúde. Nem tudo que vivenciamos somos capazes de registrar. Existem coisas que sequer notamos, e outras que esquecemos imediatamente. Interpretamos aquilo que nos lembramos e comprimimos esta rica experiência sensorial em uma camisa de força linguística, escassas palavras que requerem tempo e sequencia para fazer sentido.
Muitos clientes de coaching ficam a mercê da maneira como descrevem verbalmente suas experiências, são servidores e não mestres da linguagem. Os coaches ouvem mas não sabem como tudo "realmente" se passou.
A função do coach consiste em utilizar as palavras para ajudar os clientes a refletir sobre si, a adotar uma nova perspectiva e , assim, ver o mundo de outra forma (LAGES E O' CONNOR, 2010, p. 33,34).

Referencias

LAGES, Andrea; O'CONNOR, Joseph. Como o Coaching funciona: o guia essencial para a historia e pratica do coaching eficaz. [Tradução de Luiz Franzão Filho]- Rio de janeiro: Qualitymark, 2010.

sábado, 2 de julho de 2016

Os quatro C's da confiança - e porque sem eles não há como alcançar o sucesso!

16:31:00
O que você faria se tivesse certeza que não iria falhar? 

Quando se trata de sucesso, existem certas características que são primordiais para alcança-lo, tais como foco, energia, paixão, coragem, ânimo, e claro, confiança interna. Sem a confiança interna no que estamos fazendo, fica praticamente impossível alcançar o sucesso, principalmente porque qualquer adversidade que surgir no meio do caminho ao sucesso pode te fazer questionar se é isso mesmo que deseja.

Bebê fofo

Há algo comum a qualquer indivíduo, relacionamento, equipe, família, organização, nação, economia e civilização no mundo todo - algo que, se faltar, destruirá o governo mais poderoso, o negócio mais bem sucedido, a economia mais próspera, a liderança mais influente, a maior amizade, o caráter mais forte, o amor mais profundo.
Por outro lado, se desenvolvido e estimulado, tem o potencial de criar sucesso e prosperidade sem precedentes em todas as dimensões da vida. No entanto, é a coisa menos entendida, mais negligenciada e mais subestimada de nossos tempos.
É a confiança.
COVEY (2008)
Como COVEY disse, a confiança é capaz de construir os mais lindos sonhos ou, sua falta, pode destruir os maiores e bem sucedidos projetos. Sem a confiança, nada se torna sólido e consistente. 

Existe algo que você precisa saber: para alcançar o sucesso, você não pode deixar de lado e nem negligenciar a confiança. É ela que te dará forças para seguir em frente mesmo quando algo não der como imaginava. Não estou aqui falando na confiança nas coisas, e sim em si mesmo. Quantas histórias ouvimos por aí de pessoas que perderam tudo, mas tiveram a confiança em si mesmo para recomeçar novamente? Disney é apenas um exemplo disso. 

Qual a diferença entre ter confiança em si e ter confiança nas coisas? A diferença é que para quem tem confiança em si mesmo, nada é impossível, cada desafio é uma oportunidade de ser melhor e criar soluções. Agora quem não tem confiança em si mesmo, o mundo é um terrível e amedrontador lugar onde tudo pode contribuir para o seu próprio mal.

Mas... como desenvolver a confiança interna?

Brian Tracy, em seu livro "O Ciclo do Sucesso" (Editora Gente, 2013) descreve os quatro C's primordiais da confiança íntima. Ele defende que, se cultivarmos esses 4 C's, então teremos muita segurança no que estivermos fazendo. 

Vamos aos 4 C's: 

1. Clareza. Decida exatamente o que você quer alcançar e o tipo de pessoa que deseja se tornar. 

Ter clareza do que se deseja é primordial para qualquer meta que deseja alcançar. O que é sucesso para você? Uma casa grande, família, paz de espírito? Como deseja se tornar daqui 1, 5, 10 anos? Aqui vai uma dica: escreva como deseja se tornar, escreva também o que é sucesso para você. Escrever te dá mais clareza, além de ajudar a fixação de tal objetivo. 
Posso até ilustrar a clareza. Suponhamos que você tenha que passar por uma rua escura, a pé, para chegar em casa. Você preferiria que ela estivesse bem iluminada, onde você consegue enxergar para onde está indo ou gostaria que ela estivesse cheia de uma densa neblina? Certamente você preferiria que ela estivesse bem iluminada. 
Ter clareza funciona do mesmo jeito. Sua confiança eleva-se quando sabe-se para onde vai. 

2. Convição. Desenvolva a fé inabalável de que você pode realizar qualquer coisa que colocar em sua mente. 

Se você estiver com dúvidas, sua confiança nunca será 100%. Não há espaço para a dúvida e medo junto com a confiança. Pense bem na pergunta que te fiz no começo do artigo: "o que você faria se tivesse certeza que não vai falhar?". Existe muito potencial dentro de cada um de nós, mas a verdade é que, a menos que tenhamos convicção de que somos capazes, esse potencial ficará adormecido. Podemos fazer coisas extraordinárias, basta ter clareza e, principalmente, convicção do que se deseja. As pessoas que alcançam o sucesso são pessoas que não duvidam do seu objetivo e depositam toda sua paixão e energia nele para assim alcançá-lo! 

3. Compromisso. Proponha-se a fazer o que for necessário; desenvolva à disposição de pagar o preço, com antecedência, por todo o sucesso que deseja. 

Não é raro encontrar pessoas que acreditam que homens e mulheres de sucesso alcançaram tal realização por "sorte" ou "destino". Mas a realidade é que existe um investimento que deve ser feito, investimento este de tempo, energia, paixão, e qualquer outra coisa que se faça necessário. Você está disposto a fazer o que seja necessário para alcançar o que deseja, sem abrir mão de seus valores? Comprometimento é importantíssimo no desenvolvimento da confiança. 

4. Consistência. Proponha-se a trabalhar todos os dias, de manhã, de tarde e à noite, até que eles se realizem. 

Esse quarto e último C da confiança interna é tão importante quanto todos os outros. Vencedores têm uma rotina de vencedores. Não desistem facilmente porque acreditam no que estão fazendo. Não se deixam abater por qualquer coisa que lhe aparece no caminho - pelo contrário, encaram as adversidades como desafios que os levarão além. Ninguém já nasce pronto para correr uma maratona: é necessário muito treino, muita consistência para chegar lá. 

E aí, já pensou no que deseja para sua vida? Que tipo de homem/mulher você deseja se tornar?

Quando colocamos nossos objetivos e ações na ótica da Clareza, Convicção, Compromisso e Consistência, começamos a desenvolver uma confiança interna tão grande que olhamos ao redor e vemos um mundo de oportunidades, nada nos será impossível e sonhos tão longe e distantes se tornam realidade! 

Bibliografia: 

Covey, Stephen M. R., O poder da confiança: o elemento que faz toda a diferença. Tradução de Tom Venetianer. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

Tracy, Brian. O ciclo do sucesso. Tradução de Cissa Tilelli Holzschuh. São Paulo: Editora Gente, 2013.

terça-feira, 21 de junho de 2016

O Jogo Interior by Timothy Gallwey : Linha de base do Coaching

19:47:00
A divulgação do conceito do “jogo interior” de Timothy Gallwey foi um importante marco para o desenvolvimento do coaching na atualidade. A ideia de Tim baseia-se no seguinte principio:

PERFORMANCE = POTENCIAL  -  INTERFERÊNCIA 
( Performance é igual ao Potencial menos a Interferência)

Onde existem duas formas para aumentar a performance ou produtividade do indivíduo: Aumento do potencial ou Diminuição da interferência


Tim vislumbrou que ocorria um ‘dialogo interno’ na mente de cada jogar no momento do jogo e baseado neste ‘dialogo’ seria possível aprimorar o atleta em uma dimensão primeiramente interna que se refletiria em sua performance externa no jogo.
Para a efetivação deste método Gallwey considerou um ponto fundamental: facilitar o processo para que as pessoas aprendessem a aprender pensando por si próprias, afinal é o atleta quem joga não seu treinador, embora a capacidade deste último possa exercer tamanha influencia sobre a performance do atleta.


“O livro “The Inner Game of Tennis” – “O Jogo interior de Tênis” - publicado por Timothy teorizou este cenário tornando-o um dorso para as praticas de desenvolvimento de indivíduos, que inicialmente fora aplicada ao esporte e posteriormente disseminou-se para as mais diversas ciências, desta forma justifica-se que Timothy Gallwey seja considerado como o fundador do conceito de coaching”.


Assista: Tim Gallwey - Entrevista Sobre Coaching



Referências
THE INNER GAME INTERNATIONAL SCHOOL. Timothy Gallwey. Disponível em: <http://theinnergame.com.br/> 

 



 

segunda-feira, 20 de junho de 2016

O que é realmente importante na sua vida?

19:38:00
Diante do mundo hiperconectado, como fica o ser humano nessa corrida sem linha de chegada? O processo de Coaching oferece uma resposta
Na sociedade contemporânea vivemos um momento de tensão. O volume de informações cresce de forma exponencial. A tecnologia, com o discurso de melhorar nossa qualidade de vida, talvez seja apenas um engodo que promete uma vida mais prática mas entrega uma vida hiperconectada em equipamentos e desconectada de pessoas.
O desafio de gerenciar um mar de informações provoca uma necessidade de viver conectado com as máquinas. Seja por meio dos smartfones, notebooks, tablets que nos conectam continuamente na internet e a um ritmo veloz de vida, com o propósito de produzir mais e melhor. Esse ritmo acelerado vem acarretando um aumento do volume de trabalho e do estresse. A ansiedade apresenta-se como o mal do século. Sofremos inclusive SPA – Síndrome do Pensamento Acelerado (CURY, 2010).
Este cenário tem influência do movimento capitalista, que busca incansavelmente a conquista de vantagem competitiva e a geração de resultados.
Surgem reflexões: Como fica o ser humano nessa corrida sem linha de chegada? Será que estamos preparados paras as demandas de trabalho? Será que estamos em um retrocesso de mecanização do ser humano? Como lidamos com a dicotomia “Ser” e “Ter”. Estamos realmente sentindo a felicidade em nossas vidas? Como ter sucesso profissional sem abrir mão da minha saúde física e mental? O que efetivamente é importante nas nossas vidas? Qual será o nosso legado para o mundo?
Essas são algumas questões que gravitavam no consciente coletivo e ressoam como um grito inaudível, que nos afasta da reflexão e das ações que podem transformar a nossa vida.
Responda: Alcançar o sucesso profissional e/ou viver sua missão de vida justifica um potencial fracasso em nível familiar e/ou pessoal? O que realmente é importante na sua vida?
Questionamentos desse nível fizeram eu me aproximar da metodologia que mudaria a minha vida: o processo de Coaching. Convido você acreditar que, talvez, possa fazer o mesmo por você e revolucionar a forma de gerenciar as pessoas, podendo inclusive mudar sua percepção do mundo e da realidade. E aí, quem sabe, possa fazer você ver, ouvir, sentir, e saborear a vida de um modo positivo, enriquecedor e produtivo as várias dimensões da sua vida.
 Sobre o processo de Coaching
Coaching pode ser definido como um processo de desenvolvimento humano no qual convergem conhecimentos de diversas ciências, com o objetivo de levar o indivíduo a alcançar resultados extraordinários. Para tanto, leva-se em consideração o desenvolvimento de competências técnicas, emocionais, psicológicas e comportamentais. Esta ferramenta permite também a expansão da consciência, de maneira a ser focada para a potencialização do ser humano em seus resultados. (MATTEU, 2011).
Para Gallwey (apud Whitmore, 2010, p.2) – um dos precursores deste processo – , considera-se que a essência do Coaching é “liberar o potencial de uma pessoa para que ela maximize a própria performance, ajudá-la a aprender em vez de ensiná-la”. O autor destaca a maximização de performance atrelada ao “ajudar a aprender”, em vez de simplesmente ensinar. Perceba: além de elevar o desempenho, a proposta do Coaching é promover o real desenvolvimento incentivando o próprio coachee (cliente) a aprender.
O processo de Coaching é conduzido por um Coach, palavra inglesa cuja tradução literal é “treinador”. Porém o papel do Coach transcende a palavra treinador, representa o profissional que conduz o processo transformacional de Coaching, em que o coachee (cliente) concretiza suas metas. Ou seja, o Coach atuará despertando o potencial humano do seu coachee ao apoiar no percurso de realização de seus objetivos.
Logo, o processo permite o afloramento das potencialidades humanas e recorre a perguntas poderosas e ferramentas próprias, promovendo, dessa forma, uma investigação interna por meio da reflexão que perpassa pela reavaliação de crenças e pela identificação de valores que norteiam nossa vida e caminham para conscientização quanto ao propósito de vida. Nesse sentido, contribui para a clarificação de suas motivações pessoais, no que tange a missão de vida e os objetivos da vida instalando reflexões do tipo: Quem eu sou? O que quero ser?
O processo perpassa por uma viagem interna rumo ao seu “eu interior” (Self) e permite uma clara apreciação e ponderação mental, propiciando o despertar da conscientização de si mesmo e o reconhecimento de suas responsabilidades ante os resultados da vida, considerando o ser humano de forma integral.

Lembre-se: você tem a vida que merece! Ela é a resultante de inúmeras de decisões diárias, algumas pequenas outras grandes. Qual será a sua decisão após a leitura desse artigo?
Prof. Douglas de Matteu, PhD, Master Coach Trainer, Coordenador GEPLICO

As armadilhas da mente e a liderança

19:29:00
Existem diversas definições sobre a arte de liderar pessoas. Aqui, podemos considerar que um líder significa ter a capacidade de se comunicar e influenciar positivamente as pessoas para alcançar uma determinada meta
Para atuarmos como líder faz-se necessário primeiramente se autoliderar, ou seja, ser capaz de ter a consciências dos seus comportamentos e discernimento para tomada de decisões de forma eficiente e eficaz. Para alcançar esse resultado é necessário vencer as armadilhas da mente.
Para o psicólogo e escritor Dr. Augusto Cury (2010), todos nos devemos vencer as quatro armadinhas da mente humana; “o conformismo”, “o coitadismo”, “o medo de reconhecer os erros” e o “medo de correr risco”.
O conformismo: A resposta mais fácil para os desafios da vida, denominada como “…arte de se acomodar, de não reagir e de aceitar passivamente as dificuldades…” (CURY, 2010, p.48). Esse comportamento defensivo freia os processos de mudança e de desenvolvimento pessoal e organizacional. O conformismo acarreta numa interminável lista de desculpas e motivos para não implementar treinamento, melhores práticas entre outras.
O coitadismo: representa o alto nível de conformismo, “é a arte de ter compaixão de si mesmo” e mais “ele vai além do conformismo que não é capaz, ele entra na espera da propaganda do sentimento de incapacidade” (CURY, 2011 p.53). Este comportamento de disseminar: “Sou lerdo mesmo”, “Não consigo fazer nada direito” “Não tenho capacidade de fazer isso”. São severamente nocivas para pessoa e para o ambiente organizacional. Geralmente é avessa a mudança, pessimistas e passivos diante da vida. Consequentemente torna-se uma fuga para implementar qualquer processo que acarrete em mudanças.
O medo de reconhecer erros: Liderança tem de estar alicerçada na humildade e na capacidade de olhar para si próprio e fazer mudança, para isso é necessário reconhecer erros, ou talvez, não pensar em erro ou acerto, mas em resultados positivos e aprendizados. É fato que mais inteligente é aprender como os erros dos outros, entretanto, te convido acreditar que talvez, esse medo exacerbado de errar e ser sumariamente condenado pode afetar os comportamentos, principalmente a capacidade de ousar e inovar.
Sugiro considerar que errar é humano, e aprender a reconhecer os erros, e encará-los como oportunidade de aprendizado é ato de sabedoria. Esse medo de reconhecer os erros pode conduzir a uma fuga de responsabilidade e alcançar a a quarta armadilha.
 O medo de correr risco: O medo pode ser um dos nossos piores inimigos, ou nosso amigo e professor, ou seja, como inimigo pode nos neutralizar, congelar, e nos levar a inércia. Como professor pode nos permitir refletir e desenvolver a capacidade gerenciar o medo, não de ser uma pessoa ausente de medo, mas que saiba enfrentar os medos com cautela e transformá-lo em oportunidade de desenvolvimento. Imagine um funcionário que trabalhe com uma guilhotina de papel e que não tenha nenhum medo das “facas” isso poderá acarretar em um grave acidente, porem não adianta também ele ter um medo exacerbado, elevado que impacte no seu trabalho. O ideal seria considerar o risco/medo, e gerenciá-lo buscando o melhor modo de trabalhar onde consiga convergir segurança, qualidade e produtividade.
As quatro armadilhas sinalizadas podem paralisar o ser humano e impactar na sua capacidade de liderar. A mente humana tem capacidade imensa e necessita ser gerenciada. Mais do que gerenciar coisas e processos, precisamos pensar em gerenciar nossos pensamentos e as pessoas o que esta ligada ao papel do líder.
Nesse sentido vamos refletir sobre os comportamentos do líder, conforme o estudo realizado pela Ken Blanchard Companies (2006) com 1400 lideres sinalizou três habilidades críticas para necessárias para liderança, sendo: comunicação, a gestão eficaz das pessoas e a empatia. (KRAUSZ, 2007).
O que evidencia a necessidade do líder ser um bom comunicador e que consiga ter empatia, ou seja, colocar-se no lugar dos outros além da a capacidade de gerir pessoas.
As situações organizacionais nos levam a confrontar com diversos desafios seja o líder com sua própria mente, seja com a concorrência de mercado, porém essencialmente no que tange ao relacionamento com as pessoas, que demanda uma clareza no estabelecimento e comunicação das metas e no desenvolvimento de sua equipe.
Talvez o gerenciamento eficaz de pessoas começa pelo gerenciamento de nos mesmos. No sentido de reconhecermos nossos comportamentos e buscar a excelência no nosso modo de liderar. Nesse sentido destaco como alternativa um modelo de liderança calcado no coaching para o alcance da excelência.
De acordo com Rosa R. Krausz “ coaching é um tipo especial de colaboração que expande a consciência e a aprendizagem e permite a obtenção de resultados com menos esforço e em menos tempo” (KRAUSZ, 2007, p.28).
Conforme destacado pela autora Coaching possibilita expansão da consciência e o aprendizado. O que vai ao cerne da questão da liderança. Um dos maiores desafios que os lideres é despertar da consciência dos seus liderados frente aos objetivos e a produtividade em um contexto total da organização.
O processo de Coaching integra os conhecimentos de diversas ciências, com o objetivo de levar o individuo a alcançar excelência. O Coaching possibilita o desenvolvimento humano, fornecendo o foco necessário e a motivação para mobilizar e realizar as ações que conduzam para o resultado almejado.
O Coaching apresenta-se como alternativa para o profissional no sentido de ajudar a vencer as armadilhas da mente, oferece um feedback real e pragmático para contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional, seja potencializando resultados em nível pessoal, bem como sua capacidade de liderar e gerar resultados para as organizações.

Referências.
CURY, A. O código da Inteligência e a excelência emocional. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2010.

KRAUSZ, R. R. Coaching Executivo: A conquista da liderança. São Paulo: Nobel. 2007.
Prof. Douglas de Matteu, PhD, Master Coach Trainer, Coordenador GEPLICO

– Artigo originalmente publicado no link: http://sociedadepublica.com.br/author/douglasdematteu/#sthash.y6ssb3jM.dpuf

Sobre nós

O GEPLICO propõe caracterizar a liderança e o Coaching, ao pesquisar e descrever o processo de liderança e de Coaching, bem como aferir os seus resultados. Desta maneira busca sistematizar e divulgar o processo de liderança e Coaching e seus impactos sociais e organizacionais, por meio deste blog socializa conhecimento com uma linguagem simples e acessível para contexto virtual de modo contemporâneo, bem como produz pesquisas e materiais científicos que subsidiem as teorias, técnicas, práticas, metodologias relacionadas a Liderança, Coaching e a Liderança Coaching.