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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Afeto, Valores e a Teoria da Peneira

20:16:00

Afeto

Numa conversa entre Clóvis de Barros Filho e Luiz Felipe Pondé que gerou o livro "O que Move as Paixões, (2017)", dentre vários capítulos, em a "Filosofia e o medo das paixões" eles contam um caso de uma moça que foi passar o Réveillon em outro país e conhece um jovem lá, eles saem juntos, se divertem e depois de um tempo ele vem ao Brasil rever a moça. Mas já no meio do caminho para casa, quando ela vai buscar o rapaz, ela percebe o equívoco, e a "paixão" que sentia no Réveillon, já não é a mesma. O sentimento estava atrelado ao Réveillon, aos fogos, à viagem e à emoção. Isso não precisa acontecer somente em casos de amor, pode ser em outros tipos de escolhas, como compras, trabalho e estudo.
Se o amor é uma alegria acompanhada da ideia de sua causa, não há nenhuma garantia de que esta seja a causa verdadeira dessa alegria... é perfeitamente possível estar equivocado. (BARROS FILHO, 2017).
Às vezes temos uma grande oportunidade, talvez uma proposta imperdível, um super desconto, ou algo que achamos que será muito bom para nós, mas quando os "fogos se apagam, a viagem termina" e acaba a alegria. Muitas das vezes, pensamos depois da escolha já feita, se realmente vamos precisar daquilo que compramos, se é aquele o curso que queremos, se seremos felizes naquele trabalho ou se é aquela a pessoa quem escolhemos para amar, se essa escolha acontece atrelada a outra alegria, pode ocorrer o arrependimento ou frustração. Daí entram os valores.

Valores

São conceitos, crenças ou culturas que as pessoas possuem e são eles que determinam o nosso comportamento diante de outras pessoas ou situações. Por exemplo: o valor "Cuidado" tem bastante significado para mim, mas para fulano não. Logo, temos um conflito de valores. E assim por diante, são vários os tipos de valores: Família, Religiosidade, Simplicidade, Inspiração, Empatia, Honestidade, Coragem, há uma longa lista de valores.

Na visão de Leandro Karnal, hoje os valores estão invertidos no mundo. Há uma patologia dos valores. Damos mais valor às coisas banais do que às mais importantes. Por exemplo: Atender ao celular ou responder uma mensagem quando se está dirigindo. Agindo de tal maneira, você estará dando mais valor à conectividade do que à vida, porque você pode colocar em risco a sua vida e a de outra pessoa. Casos como esse gera conflito de valores.

Se os valores não batem e se a alegria do momento passou, não há o que possa ser feito. Assim, em condições normais, os relacionamentos se desfazem, tanto os afetivos, quanto os profissionais.

Teoria da Peneira

Esses dias assisti a um vídeo da JoutJout, sobre a teoria da peneira, que resume muito bem este artigo. JoutJout conta que uma amiga dela, a Mariana, que falou sobre a Teoria. Ela diz que todos nós temos uma peneira, e nela só fica quem "tem a ver" com você, ou seja, quem possui uma combinação dos mesmos valores que os seus.

Você precisa conhecer muito bem a sua "peneira", fazer uma autoanálise e conhecer quais são os seus valores, pois é isso que vai definir quais serão as suas escolhas e quem fica na sua vida.


Thais Taba



Referências

A PATOLOGIA DOS VALORES ● LEANDRO KARNAL. Disponível em: <https://youtu.be/XplrgzrLJ9c>. Acesso em 13 de fev. 2018.

BARROS FILHO, Clóvis de. O que move as paixões. Papiros 7 Mares, 2017.

TEORIA DA PENEIRA (FEAT. LIFS, LUFS E JORGE). Disponível em: <https://youtu.be/fk70kOb0Kcc>. Acesso em 13 de fev. 2018.

Imagem: https://pixabay.com

sábado, 18 de novembro de 2017

Tomada de decisão

14:27:00
Fazer a escolha certa em diversos segmentos de nossas vidas é um tanto desafiador. Envolve uma análise detalhada da situação,  dos atores envolvidos e a ocorrência de fatores inesperados. Chega a se tornar uma dor, um outro problema a ser resolvido. Sendo que às vezes, é necessário abrir mão de algum projeto/objetivo para que o outro tenha desenvolvimento.
O futuro de uma empresa e até o nosso futuro, depende das escolhas que são feitas hoje. Por isso elas devem ser muito bem analisadas antes de tomarmos a decisão.


A tomada de decisão vem sendo utilizada como uma das principais ferramentas para a solução de grandes problemas que afligem as organizações.

Na administração, Chiavenato (2014), afirma que um dos principais papéis de um gestor é a tomada de decisão. Cabe a ele dar a palavra final da execução de uma tarefa. Ficando sobre ele, muitas das vezes, a responsabilidade se algo der errado.
O processo decisório, segundo Maximiano (2009), é uma tarefa passível de erros, pois além das análises baseadas em critérios científicos, o processo é afetado pela percepção e características pessoais e emocionais do tomador de decisão.

Para minimizar estes erros, devem ser seguidas as seguintes etapas:
  1. Identificar um problema existente;
  2. Enumerar alternativas possíveis para a solução do problema;
  3. Desenvolver Alternativas;
  4. Selecionar a mais benéfica das alternativas;
  5. Implementar a alternativa escolhida;
  6. Reunir feedback para descobrir se a alternativa implementada está solucionando o problema identificado.

Outras ferramentas que auxiliam no processo de tomada de decisão para solução de problemas em empresas e em desenvolvimento de projetos:
Diagrama de Ishikawa - conhecido como espinha de peixe. Auxilia na organização e identificação do problema, tendendo para um brainstorm (tempestade de ideias), para que toda a equipe do projeto possa diagnosticar a causa do problema e chegar à solução. (MAXIMIANO, 2009).
Design Thinking e o HCD (Human Centered Design - Design Centrado no Ser humano) - ambas ferramentas utilizam uma abordagem que busca a solução de problemas de forma colaborativa, onde ocorre a imersão do caso, identificando o problema e criando uma solução através de um brainstorm, (o HCD busca solucionar os problemas de acordo com as reais necessidades das pessoas) depois passa pela prototipação e teste antes da implementação. (ENDEAVOR, 2017 e IDEO 2009).

Desde a segunda Guerra Mundial, este processo tem evoluído muito, inclusive é responsável pela criação de diversos modelos matemáticos que auxiliam principalmente na computação, engenharia, agricultura e na logística.
Um exemplo é a pesquisa operacional, um modelo de programação linear que ajuda principalmente a encontrar alternativas para a redução de custos, maximização de lucros e roteirização de transporte.
Outra ferramenta muito útil na logística, é o PERT/CPM (Program Evaluation and Review Technique - Técnica de Avaliação e Revisão/CPM Critical Path Method - Método do Caminho Crítico), que simula cenários mostrando o prazo probabilístico e o determinístico, respectivamente, para a elaboração de uma tarefa e simulando o melhor caminho a seguir (CODAS, 1987).

Agora chegando a um ponto mais delicado:  Decisões pessoais.

Existem pessoas que têm muita dificuldade em fazer certas escolhas sozinhas, como: escolher​ a roupa para se vestir; lugar para jantar; a sobremesa, um filme para assistir, profissão e relacionamento. Realmente é difícil escolher, os librianos que o digam!
Em meio a muitas incertezas, temos que olhar para nós mesmos e numa profunda autoavaliação, optar pelo que mais irá nos favorecer e, por questões éticas, escolher algo que não prejudique outras pessoas. Temos que ter uma visão mais crítica, para que possamos analisar melhor aquela opção que nos trará maior qualidade, conforto e bem estar.
Este processo de escolha está fortemente ligado ao nosso estado emocional. Por isso, é sempre bom questionarmos a nós mesmos para checarmos se a escolha é a correta. Em situações de carência, medo, fome e até quando perdemos alguma coisa (sentimento de perda), podemos tomar decisões não pensadas que depois poderemos nos arrepender.

No Processo de Coaching, existe uma ferramenta que auxilia este processo de tomada de decisão. Onde coloca-se lado a lado os prós e os contras. Esta ferramenta muito útil chama-se Perdas e Ganhos (IAPERFORMA, 2016). Nela trabalha-se respondendo a algumas perguntas:

- O que vou ganhar se eu conquistar este objetivo?

- O que vou ganhar se eu não conquistar o objetivo?

Lembrando que, em determinados casos, temos que abrir mão de algumas coisas, deve-se também responder quanto às perdas:

- O que vou perder se eu  conquistar o objetivo?

- O que vou perder se eu não conquistar o objetivo?

E ainda, com uma vasta opção de ferramentas de tomadas de decisão e modelos matemáticos, mesmo sabendo que possuímos o livre arbítrio para nossas escolhas e que somos responsáveis por elas, há algumas situações em nossas vidas que não sabemos o que fazer, escolher ou que direção tomar. Cabe buscar uma resposta Divina, opinião de familiares, amigos, alguém de sua confiança ou Coaches para que possam te orientar neste processo de tomada de decisão.
Thais Taba

REFERÊNCIAS

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. 9. ed. Barueri: Manole Ltda, 2014. 621 p.

CODAS, Manuel M. Benitez. Gerência de projetos: uma reflexão histórica. Revista de Administração de Empresas, v. 27, n. 1, p. 33-37, 1987

DESIGN, IDEO HCD-Human Centered. Kit de ferramentas. EUA: Ideo, 2009.

ENDEAVOR. Design Thinking: ferramenta de inovação para empreendedores. https://endeavor.org.br/design-thinking-inovacao/. Nov. 2017.

Iaperforma. Formação Professional & Leader Coach. 2016

MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Introdução à Administração. Ed. Compacta. São
Paulo: Atlas, 2009. 294p

Fonte da imagem: Pixabay

sábado, 9 de setembro de 2017

Sobre o Mind Map

08:00:00


Um de meus coachees queixou-se das dificuldades para comprometer-se com uma nova situação que lhe era apresentada em sua vida pessoal, questão essa que estava relacionada à sua saúde e precisava imediatamente ser atendida, reclamava que seus pensamentos eram desorganizados e por isso não conseguia conter alguns comportamentos que o limitavam e tornavam seus objetivos distantes não encontrando soluções. Buscou o processo de coaching como uma forma de autoconhecimento para solucionar esta demanda específica.

Trabalhamos por algumas sessões com uma definição de objetivo claro e a avaliação de suas crenças e valores e por fim tivemos a oportunidade de construir uma ferramenta maravilhosa e simples que pôde ajudá-lo na tarefa de organizar suas ideias: O mapa mental (mind map) também conhecido como mapa conceitual.

Segundo Catalão e Penim (2012, p.173) “Um mapa mental é um diagrama usado para interligar palavras, ideias e sub temas a uma questão/tema central, representando assim conexões entre vários pontos de informação”. A execução do mapa mental é relativamente simples, elegemos um tema central sobre o qual se deseja trabalhar, a partir desse tema buscamos as possibilidades e variáveis decorrentes da ideia central criando vários níveis e ramificações.

O mapa pode ser personalizado para atender as particularidades de cada pessoa: pode ser realizados em ciclos, ramificações, de forma horizontais ou verticais, pode conter imagens, figuras de orientação, palavras chaves, breves definições, ser elaborado em cartolina, cadernos, agendas ou mesmo de forma digital, atualmente existem diversos aplicativos e sites para o desenvolvimento do mapa mental, pode ser elaborado de forma individual ou construído em coletividade, abordar questões pessoais e profissionais, sem restrições. A partir do mapa mental também é possível buscar alternativas, expandir horizontes de ideias e decisões a serem considerados com relação à temática central.

O mapa mental é uma ferramenta útil e criativa para diversas situações como ordenação de ações, brainstormings, estruturação de projetos, resolução de problemas, processos de ensino e aprendizagem, memorização entre outras, favorece a compreensão dos aspectos relevantes ao tema central, indica percepções acerca da temática e funcionam como um follow up para os processos de coaching de uma forma geral, visto que é possível inserir em sua estrutura tarefas a serem realizadas ou questões e pontos para reflexões. Da próxima vez que precisar tomar uma decisão ou estudar para uma apresentação que tal construir seu próprio mapa menta?!



Referência

CATALÃO, João Alberto ; PENIM, Ana Teresa. Ferramentas de coaching. 6ª ed., Lisboa: Lidel, 2012.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Diamante Bruto

19:47:00
Gravidez na adolescência, este é um tema tão debatido em suas vertentes, porém incansável!!!
Me deparo com notícias que me estremecem! Atualmente no ranking mundial, quando o assunto é casamento infantil, o Brasil está em 4º lugar, lembrando que aos 12 anos a criança passa a ser adolescente. Esta prática é mais presente no norte e nordeste do país. 
O número de adolescentes (12 a 19 anos) grávidas nestas regiões também são maiores quando comparadas ao restante do país. E quando investigado podemos reduzir este grupo em adolescentes de maior vulnerabilidade social. 
Muitas vezes me pego pensando em como ajudar a resolver tal realidade. Seria uma possibilidade apontar um caminho de sonhos e ferramentas para realizar tal sonho, afinal muitos não tem sonho e mal pensam no futuro! Alguns destes adolescentes têm a gravidez como uma forma de sair de casa e solução dos desafios enfrentados diariamente. 
Será que um plano de ação, bem embasado na questão de um controle de gravidez na adolescência e princípios de coaching que vem somar na potencialização deste plano, poderia dar um rumo diferente para estes adolescentes?

O coaching é arte e ciência, unificados para atingir o estado ou meta desejada. E a beleza neste conjunto de ações é a sua regência! Quando empoderamos o próximo de capacidade e determinação, ele simplesmente se torna indestrutível! Seria como lapidar um Diamante Bruto.
Porém profissionais capacitados na saúde e também sendo um profissional coach, não é muito comum nesta área do saber. E quando se trata de regiões do norte e nordeste do Brasil este número reduz ainda mais.
Ainda acredito no potencial destes adolescente, afinal são o futuro do nosso país. O que vem acontecendo é o encontro de várias gerações que tem muita informação, nem sempre sendo de qualidade e muitas vezes não sabendo o que fazer com elas.
Acredito muito em um diamante bruto, esperando para ser lapidado pelo coaching e virar uma linda e brilhante jóia brasileira. 

Adriana Candido

Referências:
Leader coach - Coaching como filosofia de liderança.
Autor: José Roberto Marques. São Paulo: Editora Ser Mais, 2012

http://www.sulbahianews.com.br/gravidez-na-adolescencia-conheca-as-principais-causas

http://www.vozdabahia.com.br/index/blog/id69299/nordeste_tem_maior_indice_de_gravidez_na_adolescencia



segunda-feira, 10 de abril de 2017

Uma equipe excelente

01:29:00
Uma equipe ideal é aquela em que todos são capazes de fazer a mesma coisa, em caso de um faltar o outro substituir, certo?! Não. Não é bem assim.

Tenho observado que uma equipe otimizada é aquela em que cada um tem o seu papel. E que cada um cumpre suas obrigações​ com muita responsabilidade. Isso vale para diversos tipos de grupos, como: família, trabalho e estudos.

Por exemplo: Em um curso da faculdade, a maioria dos alunos se dedicam ao trabalho solicitado pelo professor, mas sempre tem aquele aluno que não consegue​ fazer muita coisa no trabalho, mas aí no dia da apresentação dá aquele show e o grupo todo tira 10. Será que a contribuição daquele não foi tão importante? Se outra pessoa tivesse apresentado, teria sido melhor? Atualmente vivemos em um período em que também é preciso saber vender. Vender suas ideias e não somente demonstrar conhecimento. Dar valor a cada e qualquer contribuição.

E é assim, as necessidades são diferentes e exigem pessoas diferentes, tem aquelas que têm um perfil mais analista, outro mais comunicativo, outro mais dominante e ainda um mais complacente, cada um exercendo o seu papel na vida, precisando um do outro.

Se você quer ter sucesso em uma equipe de uma empresa ou nos estudos, também deve ser dessa forma. A equipe deve ser composta por pessoas de mesmos ideais, porém com talentos, habilidades e personalidades diferentes. Como num time de futebol, o goleiro não pode sair do seu lugar para cobrir o atacante, e por aí vai. É preciso ter um time completo, cada um em sua função.



Em alguns casos, não é possível mudar de equipe, nessas situações, é preciso compreender as habilidades das pessoas, saber se colocar no lugar delas para poder entender seus comportamentos, rever seus julgamentos perante elas, compreender suas atitudes e mudar a forma de lidar com essas pessoas.

Há casos em que precisamos nos conhecer a nós mesmos, saber por que tomamos certas atitudes e decisões antes de tentar entender o próximo. Assim tudo fica mais fácil, leve e compreensível.

Thais Taba

domingo, 19 de fevereiro de 2017

IKIGAI - A razão de ser

12:36:00

Tenho observado que ultimamente muitas pessoas próximas a mim têm ido em busca de seus sonhos, mudando de carreira ou buscando algo que os satisfaçam e tenha algum sentido em suas vidas.
Também tenho visto jovens se formando e buscando um emprego e outros, saindo do Ensino Médio em dúvida de qual curso seguir.
Em tempos de crise é difícil dizer: “vá atrás de seus sonhos!” Normalmente o primeiro emprego que aparece é aceito e de bom grado.
Sobre o curso a escolher, os mais buscados são aqueles da lista de "tendências", ou "os profissionais mais bem pagos". Mas depois, ocorre que, o que foi "escolhido" não era aquilo que exatamente foi desejado.
E assim, as pessoas mudam de carreira para ir atrás de seus sonhos.

E se as pessoas soubessem que poderiam encurtar este caminho?

No Japão, existe uma palavra chamada IKIGAI - 生きがい - segundo Sebastian Marshall, em seu livro Ikigai (2011),"o significado mais próximo de Ikigai é *raison d'être* em francês - o que se vive para, o que faz com que sua vida valha a pena ser vivida, por que você inspira e expira cada respiração."
Héctor García diz em seu livro Ikigai: Los secretos del Japón para una vida larga y feliz (2016),  que "de acordo com os japoneses, todo mundo tem um ikigai, uma razão de existir. Alguns descobriram e estão conscientes de sua ikigai, outros o levam para dentro, mas eles ainda estão procurando. Este é um dos segredos para uma longa e feliz jovem como líder de vida de Okinawa, a ilha mais longeva do mundo."

García foi até Okinawa e, encontrou a chave para esta longevidade, observando o comportamento de japoneses centenários que possuem uma existência otimista e vital, descobrindo como eles comem, como se movem, como eles trabalham, como se relacionam com os outros e como eles encontram o ikigai que dá sentido à sua existência e os impulsiona a viver cem anos em sua melhor forma.

Em um estudo realizado entre 1994 e 2001, elaborado por Toshimasa Sone e publicado em 2008, Ikigai pode ser entendido como: a vida digna de ser vivida; a vida que vale a pena viver; um propósito na vida; a razão de se viver; um passatempo que faz minha vida valer a pena; alegria, em sentido de bem-estar do ser humano; perceber o valor de estar vivo. Neste estudo realizado com 43.391 pessoas foi aplicado um questionário onde 59% afirmaram ter encontrado seu Ikigai, 36,4% não tinham certeza e 4,6% responderam não ter encontrado seu Ikigai. Aqueles que disseram ter encontrado seu ikigai, tiveram maiores probabilidades de longevidade, e os que disseram não ter encontrado um sentido da vida, foram associados a um maior risco de mortalidade, por possuírem maior nível de estresse, limitações físicas, mais dores corporais e maiores problemas cardiovasculares.
Portanto não demore a encontrar seu Ikigai! Veja aqui explicações e um diagrama adaptado de García (2016), que vai te ajudar a encontrá-lo:  
Segundo García, o Ikigai é formado pela união da Missão, Vocação, Profissão e Paixão.  Para encontrá-lo, é preciso analisar a si mesmo profundamente, descobrir o que realmente ama fazer, em que você é bom, o que o mundo precisa e o que te pagariam para fazer. Juntando os quatro princípios do Ikigai, você encontrará sua razão de viver.

Missão é aquilo que você ama junto com aquilo que o mundo precisa;


Vocação é aquilo que o mundo precisa junto com aquilo que você é pago para fazer;

Profissão é aquilo que você é pago para fazer junto com aquilo que você é bom em fazer;

Paixão é aquilo que você é bom em fazer junto com aquilo que você ama.


Diagrama de IKIGAI
Fonte: Adaptado de Ikigai, (GARCÍA, 2016).

Agora já imaginou trabalhar com o que você ama e sabe fazer? Ser remunerado por isso e ainda suprir parte da necessidade do mundo? Não é para menos que é maior a probabilidade de longevidade, pois  tudo é muito satisfatório, faz bem para o corpo, a mente e a alma. Procure um profissional de Coaching para te auxiliar neste processo. Encontre seu Ikigai!




Referências

GARCÍA, Héctor. Ikigai: Los secretos de Japón para una vida larga y feliz (Edição em Espanhol). Urano, 2016. 192 p.

MARSHALL, Sebastian. Ikigai (English Edition). The One Week Book, 2011. 303 p.

SONE, Toshimasa et al. Sense of life worth living (ikigai) and mortality in Japan: Ohsaki Study. Psychosomatic Medicine, v. 70, n. 6, p. 709-715, 2008. Disponível em: <https://www.researchgate.net/publication/5255643>. Acesso em: 18 de fev. de 2017.



Thais Taba

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Coaching & Gestão de Recursos Humanos

17:03:00


O coaching como processo de desenvolvimento humano contribui significativamente para melhoria do indivíduo em si e mediante sua inserção no mercado de trabalho, segundo Melo et al (2012, p. 05) “o coaching oferece um meio para se chegar a um fim, um processo de aprendizagem acelerada, desenvolvimento e autodesenvolvimento”. É um processo que visa acessar e utilizar os recursos de cada pessoa em prol de suas realizações, sejam elas pessoais e/ou profissionais, por esta característica é possível atrelar sua aplicação aos processos de recursos humanos das organizações em geral, segundo Azevedo (2013, p.07) “[...] competitividade do mercado e o novo perfil de consumidor levaram as organizações a voltarem sua atenção cada vez mais para a qualidade de seus serviços, a qualificação de seus colaboradores e o desenvolvimento pessoal e profissional dos mesmos”.

O trabalho da área de gestão de recursos humanos consiste em prover, manter e principalmente desenvolver um capital humano adequado para a organização, que possa operacionalizar e dar continuidade as atividades da mesma, atendendo as necessidades do mercado a que se propõe e enfrentando o dinamismo e concorrências deste mercado.

A gestão de recursos humanos é tida como grande responsável pelo sucesso ou insucesso da empresa, cabe a esta área selecionar e inserir na organização o capital intelectual e força de trabalho necessários ás atividades, é também de responsabilidade desta área o desenvolvimento dos empregados tanto de forma ativa, através do monitoramento e implantação de projetos para melhorias dos métodos aplicados: avaliação de desempenho, treinamentos, projetos de desenvolvimento organizacional, dentre outros; como de forma passiva delegando responsabilidades principalmente quando se trata da observação e manutenção do clima organizacional e da qualidade de vida no trabalho (AZEVEDO, 2013).

O processo de coaching proporciona a seus clientes uma experiência inovadora e focada que promove quebra de paradigmas e adesão à novos comportamentos, assertivos e com maior propensão de concretização, pode ser utilizado de forma individual, ou em grupos (equipes), o que é mais comum em empresas já que a multiplicação desses conhecimentos é a chave para o sucesso.  

  A utilização de técnicas de coaching, como PNL, modelo CHA (conhecimentos, habilidades e atitudes), matriz de mudança (estado atual e estado desejado), perguntas poderosas entre outros para os processos de recursos humanos de recrutamento e seleção, avaliação de desempenho, treinamentos, pesquisa de clima entre outros faz com que a empresa tenha um engajamento diferenciado e resultados produtivos nesses processos, o coaching também pode ser utilizado para demandas específicas ou para gerar comprometimento, atrair e reter talentos, melhorar a comunicação interna e externa da empresa, promover melhor qualidade de vida, saúde no trabalho, segurança, produtividade, reconhecimento entre outros fatores.

O coaching tem sido buscado pelas organizações com a finalidade de desenvolver e aprimorar o desempenho dos gestores e empregados, para que possam adquirir uma nova visão, sobre seus papéis na empresa como também fora dela (AZEVEDO, 2013). É preciso que a execução destas técnicas ou mesmo do processo completo de coaching a nível organizacional seja feita de forma cuidadosa para que seu objetivo se alcançado sem prejudicar a moral do processo.


Referências

AZEVEDO, Adriana Santos. Psicologia e coaching como agentes de mudanças no ambiente organizacional. V Congreso Internacional de Investigación y Práctica Profesional en Psicología XX Jornadas de Investigación Noveno Encuentro de Investigadores en Psicología del Mercosur. Facultad de Psicología - Universidad de Buenos Aires, Buenos Aires, 2013.


MELO, Fernanda Augusta de Oliveira; FERNANDES, Beatriz Moysés; LIMA, Hyder Marcelo Araújo ; REIS, Patricia Nunes Costa. Utilização de ferramentas de coaching no processo de recrutamento e seleção interno. IX SEGET – Simpósio de excelência em gestão e tecnologia; UniFOA - Centro Universitário de Volta Redonda, Rio de Janeiro, 2012.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

As quatro disciplinas centrais do Coaching

08:00:00
Para aqueles conhecedores do coaching em seu estagio atual, é desafiador imaginar quantos conceitos e estudos foram agrupados e conectados para sua construção. Para evidenciar alguns fatores importantes Lages e O'Connor (2010) elencam as quatro disciplinas centrais do coaching, explanando sobre a ideias e os conceitos do cenário no qual o coaching foi concebido e aprimorado.

As quatro disciplinas centrais do Coaching
Psicologia  Humanista
Filosofia oriental
Construtivismo
Estudos Linguísticos
Fonte: Lages e O'Connor (2010, p.25)


Entendendo os conceitos:

Psicologia Humanista

É uma das principais raízes do coaching; 
Chamada de terceira força, pois a psicologia americana (primeira metade do séc. XX) era dominada por duas escolas de pensamento: o comportamentalismo e a psicanálise; O comportamentalismo via os seres humanos a partir de uma perspectiva externa em sua relação com o ambiente; Os psicanalistas focalizavam os aspectos internos, os motivos profundos do individuo e a maneira como moldavam seu comportamento; 
Nenhuma das duas vertentes via a pessoa pelo prisma de suas próprias experiências, valores, metas, tampouco pela sensação de ser humano.
Psicólogos liderados por Carl Rogers e Abraham Maslow queriam criar um sistema de psicologia que focalizasse a maneira como as pessoas se sentiam e pensavam a seu próprio repeito, e o que elas consideravam importante do ponto de vista subjetivo.
Este estudo era a psicologia humanista, lidava com questões como autorrealização, saúde, esperança, amor, criatividade e significado - compreender o que significa ser- humano ( LAGES E O' CONNOR, 2010, p. 26).

Filosofia oriental

O coaching cresceu inicialmente nos Estados Unidos, com sua pragmática abordagem ocidental ás mudanças, orientada para metas e resultados.
Década de 1960 ocorre um enorme ressurgimento do interesse pelo Budismo e pelo pensamento oriental no ocidente, coincidindo com a ascensão da psicologia humanista e do movimento pelo potencial humano.
A filosofia e a religião ocidentais enfatizam ação e realização enquanto as abordagens orientais enfatizam o ser. O movimento pelo potencial humano demonstrava muita afinidade com a abordagem oriental.
O coaching, desta forma, possui muitas relações diretas e indiretas com o pensamento oriental. Muitas abordagens orientais eram ensinadas no Instituto Esalen e integradas à filosofia ocidental (LAGES E O' CONNOR, 2010, p. 29).

Construtivismo

Desenvolve a ideia de que fazemos ou "construímos" ativamente o nosso mundo a partir de nossas experiências. Não somo receptores passivos do que vem de fora, mas criadores ativos de nossas experiências.
Nascemos em um mundo estranho, criado à medida que exploramos e descobrimos. Fazemos sentido de nossas experiências e interpretamos o que acontece através de nossa história.
Alguns clientes chegam as sessões de coaching sentindo-se inoperantes, exercendo pouca influencia no curso de suas vidas, o coach não tenta melhorar suas vidas, tampouco lhes diz como fazê-lo. Ao contrario, o coach os ajuda a ver, primeiro, que eles estão contribuindo para criar a vida que estão levando, e segundo, de que maneira o estão fazendo. E assim eles podem mudar suas vidas fazendo algo diferente (LAGES E O' CONNOR, 2010, p. 30, 31).

Estudos linguísticos

A linguagem é o meio pelo qual nos comunicamos, provavelmente uma das mais notáveis invenções humanas. Construímos nosso mundo em função da relação existente entre as coisas e de seu significado, utilizando a linguagem para nos comunicar.
A maneira como vivenciamos o mundo depende de nossos interesses, nossa atenção e nossa saúde. Nem tudo que vivenciamos somos capazes de registrar. Existem coisas que sequer notamos, e outras que esquecemos imediatamente. Interpretamos aquilo que nos lembramos e comprimimos esta rica experiência sensorial em uma camisa de força linguística, escassas palavras que requerem tempo e sequencia para fazer sentido.
Muitos clientes de coaching ficam a mercê da maneira como descrevem verbalmente suas experiências, são servidores e não mestres da linguagem. Os coaches ouvem mas não sabem como tudo "realmente" se passou.
A função do coach consiste em utilizar as palavras para ajudar os clientes a refletir sobre si, a adotar uma nova perspectiva e , assim, ver o mundo de outra forma (LAGES E O' CONNOR, 2010, p. 33,34).

Referencias

LAGES, Andrea; O'CONNOR, Joseph. Como o Coaching funciona: o guia essencial para a historia e pratica do coaching eficaz. [Tradução de Luiz Franzão Filho]- Rio de janeiro: Qualitymark, 2010.

sábado, 2 de julho de 2016

Os quatro C's da confiança - e porque sem eles não há como alcançar o sucesso!

16:31:00
O que você faria se tivesse certeza que não iria falhar? 

Quando se trata de sucesso, existem certas características que são primordiais para alcança-lo, tais como foco, energia, paixão, coragem, ânimo, e claro, confiança interna. Sem a confiança interna no que estamos fazendo, fica praticamente impossível alcançar o sucesso, principalmente porque qualquer adversidade que surgir no meio do caminho ao sucesso pode te fazer questionar se é isso mesmo que deseja.

Bebê fofo

Há algo comum a qualquer indivíduo, relacionamento, equipe, família, organização, nação, economia e civilização no mundo todo - algo que, se faltar, destruirá o governo mais poderoso, o negócio mais bem sucedido, a economia mais próspera, a liderança mais influente, a maior amizade, o caráter mais forte, o amor mais profundo.
Por outro lado, se desenvolvido e estimulado, tem o potencial de criar sucesso e prosperidade sem precedentes em todas as dimensões da vida. No entanto, é a coisa menos entendida, mais negligenciada e mais subestimada de nossos tempos.
É a confiança.
COVEY (2008)
Como COVEY disse, a confiança é capaz de construir os mais lindos sonhos ou, sua falta, pode destruir os maiores e bem sucedidos projetos. Sem a confiança, nada se torna sólido e consistente. 

Existe algo que você precisa saber: para alcançar o sucesso, você não pode deixar de lado e nem negligenciar a confiança. É ela que te dará forças para seguir em frente mesmo quando algo não der como imaginava. Não estou aqui falando na confiança nas coisas, e sim em si mesmo. Quantas histórias ouvimos por aí de pessoas que perderam tudo, mas tiveram a confiança em si mesmo para recomeçar novamente? Disney é apenas um exemplo disso. 

Qual a diferença entre ter confiança em si e ter confiança nas coisas? A diferença é que para quem tem confiança em si mesmo, nada é impossível, cada desafio é uma oportunidade de ser melhor e criar soluções. Agora quem não tem confiança em si mesmo, o mundo é um terrível e amedrontador lugar onde tudo pode contribuir para o seu próprio mal.

Mas... como desenvolver a confiança interna?

Brian Tracy, em seu livro "O Ciclo do Sucesso" (Editora Gente, 2013) descreve os quatro C's primordiais da confiança íntima. Ele defende que, se cultivarmos esses 4 C's, então teremos muita segurança no que estivermos fazendo. 

Vamos aos 4 C's: 

1. Clareza. Decida exatamente o que você quer alcançar e o tipo de pessoa que deseja se tornar. 

Ter clareza do que se deseja é primordial para qualquer meta que deseja alcançar. O que é sucesso para você? Uma casa grande, família, paz de espírito? Como deseja se tornar daqui 1, 5, 10 anos? Aqui vai uma dica: escreva como deseja se tornar, escreva também o que é sucesso para você. Escrever te dá mais clareza, além de ajudar a fixação de tal objetivo. 
Posso até ilustrar a clareza. Suponhamos que você tenha que passar por uma rua escura, a pé, para chegar em casa. Você preferiria que ela estivesse bem iluminada, onde você consegue enxergar para onde está indo ou gostaria que ela estivesse cheia de uma densa neblina? Certamente você preferiria que ela estivesse bem iluminada. 
Ter clareza funciona do mesmo jeito. Sua confiança eleva-se quando sabe-se para onde vai. 

2. Convição. Desenvolva a fé inabalável de que você pode realizar qualquer coisa que colocar em sua mente. 

Se você estiver com dúvidas, sua confiança nunca será 100%. Não há espaço para a dúvida e medo junto com a confiança. Pense bem na pergunta que te fiz no começo do artigo: "o que você faria se tivesse certeza que não vai falhar?". Existe muito potencial dentro de cada um de nós, mas a verdade é que, a menos que tenhamos convicção de que somos capazes, esse potencial ficará adormecido. Podemos fazer coisas extraordinárias, basta ter clareza e, principalmente, convicção do que se deseja. As pessoas que alcançam o sucesso são pessoas que não duvidam do seu objetivo e depositam toda sua paixão e energia nele para assim alcançá-lo! 

3. Compromisso. Proponha-se a fazer o que for necessário; desenvolva à disposição de pagar o preço, com antecedência, por todo o sucesso que deseja. 

Não é raro encontrar pessoas que acreditam que homens e mulheres de sucesso alcançaram tal realização por "sorte" ou "destino". Mas a realidade é que existe um investimento que deve ser feito, investimento este de tempo, energia, paixão, e qualquer outra coisa que se faça necessário. Você está disposto a fazer o que seja necessário para alcançar o que deseja, sem abrir mão de seus valores? Comprometimento é importantíssimo no desenvolvimento da confiança. 

4. Consistência. Proponha-se a trabalhar todos os dias, de manhã, de tarde e à noite, até que eles se realizem. 

Esse quarto e último C da confiança interna é tão importante quanto todos os outros. Vencedores têm uma rotina de vencedores. Não desistem facilmente porque acreditam no que estão fazendo. Não se deixam abater por qualquer coisa que lhe aparece no caminho - pelo contrário, encaram as adversidades como desafios que os levarão além. Ninguém já nasce pronto para correr uma maratona: é necessário muito treino, muita consistência para chegar lá. 

E aí, já pensou no que deseja para sua vida? Que tipo de homem/mulher você deseja se tornar?

Quando colocamos nossos objetivos e ações na ótica da Clareza, Convicção, Compromisso e Consistência, começamos a desenvolver uma confiança interna tão grande que olhamos ao redor e vemos um mundo de oportunidades, nada nos será impossível e sonhos tão longe e distantes se tornam realidade! 

Bibliografia: 

Covey, Stephen M. R., O poder da confiança: o elemento que faz toda a diferença. Tradução de Tom Venetianer. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

Tracy, Brian. O ciclo do sucesso. Tradução de Cissa Tilelli Holzschuh. São Paulo: Editora Gente, 2013.

Sobre nós

O GEPLICO propõe caracterizar a liderança e o Coaching, ao pesquisar e descrever o processo de liderança e de Coaching, bem como aferir os seus resultados. Desta maneira busca sistematizar e divulgar o processo de liderança e Coaching e seus impactos sociais e organizacionais, por meio deste blog socializa conhecimento com uma linguagem simples e acessível para contexto virtual de modo contemporâneo, bem como produz pesquisas e materiais científicos que subsidiem as teorias, técnicas, práticas, metodologias relacionadas a Liderança, Coaching e a Liderança Coaching.