domingo, 19 de fevereiro de 2017

IKIGAI - A razão de ser

12:36:00

Tenho observado que ultimamente muitas pessoas próximas a mim têm ido em busca de seus sonhos, mudando de carreira ou buscando algo que os satisfaçam e tenha algum sentido em suas vidas.
Também tenho visto jovens se formando e buscando um emprego e outros, saindo do Ensino Médio em dúvida de qual curso seguir.
Em tempos de crise é difícil dizer: “vá atrás de seus sonhos!” Normalmente o primeiro emprego que aparece é aceito e de bom grado.
Sobre o curso a escolher, os mais buscados são aqueles da lista de "tendências", ou "os profissionais mais bem pagos". Mas depois, ocorre que, o que foi "escolhido" não era aquilo que exatamente foi desejado.
E assim, as pessoas mudam de carreira para ir atrás de seus sonhos.

E se as pessoas soubessem que poderiam encurtar este caminho?

No Japão, existe uma palavra chamada IKIGAI - 生きがい - segundo Sebastian Marshall, em seu livro Ikigai (2011),"o significado mais próximo de Ikigai é *raison d'être* em francês - o que se vive para, o que faz com que sua vida valha a pena ser vivida, por que você inspira e expira cada respiração."
Héctor García diz em seu livro Ikigai: Los secretos del Japón para una vida larga y feliz (2016),  que "de acordo com os japoneses, todo mundo tem um ikigai, uma razão de existir. Alguns descobriram e estão conscientes de sua ikigai, outros o levam para dentro, mas eles ainda estão procurando. Este é um dos segredos para uma longa e feliz jovem como líder de vida de Okinawa, a ilha mais longeva do mundo."

García foi até Okinawa e, encontrou a chave para esta longevidade, observando o comportamento de japoneses centenários que possuem uma existência otimista e vital, descobrindo como eles comem, como se movem, como eles trabalham, como se relacionam com os outros e como eles encontram o ikigai que dá sentido à sua existência e os impulsiona a viver cem anos em sua melhor forma.

Em um estudo realizado entre 1994 e 2001, elaborado por Toshimasa Sone e publicado em 2008, Ikigai pode ser entendido como: a vida digna de ser vivida; a vida que vale a pena viver; um propósito na vida; a razão de se viver; um passatempo que faz minha vida valer a pena; alegria, em sentido de bem-estar do ser humano; perceber o valor de estar vivo. Neste estudo realizado com 43.391 pessoas foi aplicado um questionário onde 59% afirmaram ter encontrado seu Ikigai, 36,4% não tinham certeza e 4,6% responderam não ter encontrado seu Ikigai. Aqueles que disseram ter encontrado seu ikigai, tiveram maiores probabilidades de longevidade, e os que disseram não ter encontrado um sentido da vida, foram associados a um maior risco de mortalidade, por possuírem maior nível de estresse, limitações físicas, mais dores corporais e maiores problemas cardiovasculares.
Portanto não demore a encontrar seu Ikigai! Veja aqui explicações e um diagrama adaptado de García (2016), que vai te ajudar a encontrá-lo:  
Segundo García, o Ikigai é formado pela união da Missão, Vocação, Profissão e Paixão.  Para encontrá-lo, é preciso analisar a si mesmo profundamente, descobrir o que realmente ama fazer, em que você é bom, o que o mundo precisa e o que te pagariam para fazer. Juntando os quatro princípios do Ikigai, você encontrará sua razão de viver.

Missão é aquilo que você ama junto com aquilo que o mundo precisa;


Vocação é aquilo que o mundo precisa junto com aquilo que você é pago para fazer;

Profissão é aquilo que você é pago para fazer junto com aquilo que você é bom em fazer;

Paixão é aquilo que você é bom em fazer junto com aquilo que você ama.


Diagrama de IKIGAI
Fonte: Adaptado de Ikigai, (GARCÍA, 2016).

Agora já imaginou trabalhar com o que você ama e sabe fazer? Ser remunerado por isso e ainda suprir parte da necessidade do mundo? Não é para menos que é maior a probabilidade de longevidade, pois  tudo é muito satisfatório, faz bem para o corpo, a mente e a alma. Procure um profissional de Coaching para te auxiliar neste processo. Encontre seu Ikigai!




Referências

GARCÍA, Héctor. Ikigai: Los secretos de Japón para una vida larga y feliz (Edição em Espanhol). Urano, 2016. 192 p.

MARSHALL, Sebastian. Ikigai (English Edition). The One Week Book, 2011. 303 p.

SONE, Toshimasa et al. Sense of life worth living (ikigai) and mortality in Japan: Ohsaki Study. Psychosomatic Medicine, v. 70, n. 6, p. 709-715, 2008. Disponível em: <https://www.researchgate.net/publication/5255643>. Acesso em: 18 de fev. de 2017.



Thais Taba

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

SILC - Artigos Publicados

15:14:00
Olá!

A postagem tão sonhada de todos acaba de ficar ao ar! Afinal, se você participou do SILC, quer logo ver todos os artigos e poder dizer "olhem só, meu artigo está no GEPLICO!" Viva! Recebemos muitos artigos e ficamos surpresos com a quantidade de inscritos em nossa 1ª Edição do Simpósio de Liderança e Coaching (SILC), promovido pela Fatec Mogi das Cruzes e o GEPLICO.

GEPLICO

Gostaríamos de parabenizar todos os envolvidos nesse grande evento e também os que submeteram seus artigos para análise, foram aceitos e agora, parabéns, aqui está o artigo publicado!

Para visualizar o arquivo completo, gentileza clicar aqui.

Qualquer dúvida, elogio ou crítica você pode comentar aqui embaixo!


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Coaching & Gestão de Recursos Humanos

17:03:00


O coaching como processo de desenvolvimento humano contribui significativamente para melhoria do indivíduo em si e mediante sua inserção no mercado de trabalho, segundo Melo et al (2012, p. 05) “o coaching oferece um meio para se chegar a um fim, um processo de aprendizagem acelerada, desenvolvimento e autodesenvolvimento”. É um processo que visa acessar e utilizar os recursos de cada pessoa em prol de suas realizações, sejam elas pessoais e/ou profissionais, por esta característica é possível atrelar sua aplicação aos processos de recursos humanos das organizações em geral, segundo Azevedo (2013, p.07) “[...] competitividade do mercado e o novo perfil de consumidor levaram as organizações a voltarem sua atenção cada vez mais para a qualidade de seus serviços, a qualificação de seus colaboradores e o desenvolvimento pessoal e profissional dos mesmos”.

O trabalho da área de gestão de recursos humanos consiste em prover, manter e principalmente desenvolver um capital humano adequado para a organização, que possa operacionalizar e dar continuidade as atividades da mesma, atendendo as necessidades do mercado a que se propõe e enfrentando o dinamismo e concorrências deste mercado.

A gestão de recursos humanos é tida como grande responsável pelo sucesso ou insucesso da empresa, cabe a esta área selecionar e inserir na organização o capital intelectual e força de trabalho necessários ás atividades, é também de responsabilidade desta área o desenvolvimento dos empregados tanto de forma ativa, através do monitoramento e implantação de projetos para melhorias dos métodos aplicados: avaliação de desempenho, treinamentos, projetos de desenvolvimento organizacional, dentre outros; como de forma passiva delegando responsabilidades principalmente quando se trata da observação e manutenção do clima organizacional e da qualidade de vida no trabalho (AZEVEDO, 2013).

O processo de coaching proporciona a seus clientes uma experiência inovadora e focada que promove quebra de paradigmas e adesão à novos comportamentos, assertivos e com maior propensão de concretização, pode ser utilizado de forma individual, ou em grupos (equipes), o que é mais comum em empresas já que a multiplicação desses conhecimentos é a chave para o sucesso.  

  A utilização de técnicas de coaching, como PNL, modelo CHA (conhecimentos, habilidades e atitudes), matriz de mudança (estado atual e estado desejado), perguntas poderosas entre outros para os processos de recursos humanos de recrutamento e seleção, avaliação de desempenho, treinamentos, pesquisa de clima entre outros faz com que a empresa tenha um engajamento diferenciado e resultados produtivos nesses processos, o coaching também pode ser utilizado para demandas específicas ou para gerar comprometimento, atrair e reter talentos, melhorar a comunicação interna e externa da empresa, promover melhor qualidade de vida, saúde no trabalho, segurança, produtividade, reconhecimento entre outros fatores.

O coaching tem sido buscado pelas organizações com a finalidade de desenvolver e aprimorar o desempenho dos gestores e empregados, para que possam adquirir uma nova visão, sobre seus papéis na empresa como também fora dela (AZEVEDO, 2013). É preciso que a execução destas técnicas ou mesmo do processo completo de coaching a nível organizacional seja feita de forma cuidadosa para que seu objetivo se alcançado sem prejudicar a moral do processo.


Referências

AZEVEDO, Adriana Santos. Psicologia e coaching como agentes de mudanças no ambiente organizacional. V Congreso Internacional de Investigación y Práctica Profesional en Psicología XX Jornadas de Investigación Noveno Encuentro de Investigadores en Psicología del Mercosur. Facultad de Psicología - Universidad de Buenos Aires, Buenos Aires, 2013.


MELO, Fernanda Augusta de Oliveira; FERNANDES, Beatriz Moysés; LIMA, Hyder Marcelo Araújo ; REIS, Patricia Nunes Costa. Utilização de ferramentas de coaching no processo de recrutamento e seleção interno. IX SEGET – Simpósio de excelência em gestão e tecnologia; UniFOA - Centro Universitário de Volta Redonda, Rio de Janeiro, 2012.

domingo, 13 de novembro de 2016

Liderança sobre si mesmo: aprendendo com formigas

15:20:00
Acredito verdadeiramente que coisas pequenas podem nos ensinar lições grandiosas. Hoje gostaria de falar com vocês sobre seres pequeninos mesmo... As formigas! 

liderança formiga
Fonte
Tem muita gente que não gosta destes pequenos insetos. Minha irmã, por exemplo, morre de medo das formigas. Elas também estão em todo lugar: na rua, nas praças, dentro das casas muitas vezes. De tão pequenos, muitas vezes nem são notadas. 

Mas eu gosto, quando disponho de um pouquinho de tempo, de observar como elas trabalham. Um dias desses, as observei em meu banheiro, bem no cantinho da parede. 

Reparei que todas iam numa mesma direção - ou indo até a fonte de alimento ou voltando com o alimento para casa. Observei que cada uma era líder de si mesma, pois sabia exatamente o que fazer, faziam cada uma a sua parte, porém todas possuíam o mesmo objetivo. 

John C. Maxwell, em seu livro minutos de liderança, fala sobre as quatro maiores lições das formigas quando o assunto é liderança. Achei tão interessante que gostaria de compartilhar com vocês, acrescentando comentários meus, ok? 

Iniciativa 

"Formigas não precisam de comando para começar algo"

Já percebeu que as formigas possuem iniciativa? Todas elas fazem o seu trabalho sem depender de outras formigas. E quando veem que uma formiga está precisando de auxílio, elas vão lá e ajudam por si só. Iniciativa é importantíssimo para um líder, pois se ele não toma a frente, o que está fazendo na liderança? 
Segundo o site significados.com liderança significa: 
a arte de comandar pessoas, atraindo seguidores e influenciando de forma positiva mentalidades e comportamentos.
Você tem tido iniciativa?  

Integridade 

"Formigas trabalham com fé e não precisam de responsabilidade para mantê-las em suas tarefas" 

Tudo bem, não falamos a língua das formigas, mas só é preciso um pouquinho de observação para compreender que as formigas precisam fazer o que tem ser feito, com toda a integridade. Quando em conjunto, eu não encontro formigas desfocadas, a não ser que saiba que há comida em algum lugar. Elas são comprometidas com a sua missão e se doam 100% àquilo.

Você é íntegro (ou seja, inteiro) ao que você está comprometido? 

Sede de Trabalho 

"Formigas trabalham duro e substituem a sua casa quando é destruída". 

Esses dias na faculdade tivemos a semana do empreendedor, onde tivemos a oportunidade de ouvir vários empreendedores falarem sobre a jornada até o sucesso. Percebi algo em comum neles: eles trabalharam duro e faliram algumas vezes antes de chegarem ao sucesso. 

trabalho em equipe
Fonte


Nossa, eu sei, isso não parece ser uma perspectiva muito boa sobre a liderança. Nas minhas experiencias como líder, posso te afirmar que, da equipe, o líder deve ser o que mais trabalha. Ele tem que ser o exemplo para toda a equipe, e se quer uma equipe acima da média, você tem que ser o primeiro a ser acima da média. 

A expressão trabalho duro parece que já carrega sobre si um fardo, não é mesmo? Uma das características que eu amo dizer sobre o líder é a paixão. Sem paixão, sem aquele brilho no olhar, dificilmente um líder engajará a sua equipe e alcançará resultados extraordinários. E quando um líder tem paixão nos olhos, o "trabalho duro" não se torna pesado e sim uma fonte de satisfação. 

E se a ideia não der certo? 

Líderes sabem que nem sempre tudo dará certo. Mas possuem dentro de si iniciativa e integridade o suficiente de levantar e começar tudo de novo. 

Fonte de Insight

"Formigas armazenam comida no verão"

Elas são prudentes e responsáveis. Acredito que no fundo podemos resumir assim as formigas. Elas trabalham em prol do que acreditam, armazenam comida nas épocas mais favoráveis para que nas épocas desfavoráveis não sejam pegas desprevenidas. Bons líderes são assim. Cultivam relacionamentos em tempos favoráveis para que, quando houver uma crise, seus relacionamentos possam estar firmes, entre outras coisas. 

Como você tem administrado os recursos disponíveis hoje? 

Não é legal como seres tão pequenos podem nos ensinar tanto acerca da liderança? Vale a reflexão dos quatro pontos para sermos líderes cada vez mais excelentes!

Referências:
https://www.significados.com.br/lideranca/

MAXWELL, John C. Minutos de Liderança. 52 lições semanais para maximizar seu potencial como líder. In: O melhor de John C. Waxwell - seleção vida de líder. 1 ed. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2015.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Liderança Servidora

07:06:00
          Estive pensando há algum tempo em escrever este artigo. Eu iria escrever sobre a Liderança Servidora que James C. Hunte fala em seu livro O Monge e o executivo. Mas analisei alguns "Líderes Servidores" de nosso cotidiano e, acredito que seja uma ótima forma de explicar o que é um Líder Servidor.

     Vamos a alguns conceitos:
Para Hunter, você não precisa ser chefe para ser líder. “Liderança é você inspirar e influenciar o outro para ação. É influenciar pessoas com entusiasmo e trabalho para o bem comum”.  Autoridade é a habilidade em conseguir que as pessoas façam sua vontade por conta de sua influência pessoal. Um bom exemplo de autoridade, segundo ele, são nossas mães. “Elas atingem esse status porque nos serviram e continuam a nos servir ao longo de nossas vidas”. http://www.jameshunter.com.br/artigo10.html.


          Assim, Liderança Servidora é liderar pelo exemplo, a medida em que as pessoas tem contato ou observam o seu trabalho, acabam sendo  influenciadas a fazer o mesmo.

          Observei que os líderes com alto poder de influenciar, fazem as mesmas coisas, dão exemplo! Isso não é uma novidade, este estilo de liderança existe há mais de 2000 anos...

          Se você defende uma ideologia e deseja que outras pessoas também aceitem suas ideias, o melhor a fazer é dar o exemplo. Não perca seu tempo apenas falando o que acha ideal... Serve para qualquer assunto... No trabalho, escola, em casa, relacionamento, estilo de vida...

          Experimente fazer o que você acredita que seja o melhor e o ideal.

          Mostrando resultados,  você acaba adquirindo uma certa autoridade no assunto. E vai ver à sua volta muitas pessoas influenciadas por alguma atitude que você tomou!

Seja um exemplo!

Thais Taba

quarta-feira, 20 de julho de 2016

As quatro disciplinas centrais do Coaching

08:00:00
Para aqueles conhecedores do coaching em seu estagio atual, é desafiador imaginar quantos conceitos e estudos foram agrupados e conectados para sua construção. Para evidenciar alguns fatores importantes Lages e O'Connor (2010) elencam as quatro disciplinas centrais do coaching, explanando sobre a ideias e os conceitos do cenário no qual o coaching foi concebido e aprimorado.

As quatro disciplinas centrais do Coaching
Psicologia  Humanista
Filosofia oriental
Construtivismo
Estudos Linguísticos
Fonte: Lages e O'Connor (2010, p.25)


Entendendo os conceitos:

Psicologia Humanista

É uma das principais raízes do coaching; 
Chamada de terceira força, pois a psicologia americana (primeira metade do séc. XX) era dominada por duas escolas de pensamento: o comportamentalismo e a psicanálise; O comportamentalismo via os seres humanos a partir de uma perspectiva externa em sua relação com o ambiente; Os psicanalistas focalizavam os aspectos internos, os motivos profundos do individuo e a maneira como moldavam seu comportamento; 
Nenhuma das duas vertentes via a pessoa pelo prisma de suas próprias experiências, valores, metas, tampouco pela sensação de ser humano.
Psicólogos liderados por Carl Rogers e Abraham Maslow queriam criar um sistema de psicologia que focalizasse a maneira como as pessoas se sentiam e pensavam a seu próprio repeito, e o que elas consideravam importante do ponto de vista subjetivo.
Este estudo era a psicologia humanista, lidava com questões como autorrealização, saúde, esperança, amor, criatividade e significado - compreender o que significa ser- humano ( LAGES E O' CONNOR, 2010, p. 26).

Filosofia oriental

O coaching cresceu inicialmente nos Estados Unidos, com sua pragmática abordagem ocidental ás mudanças, orientada para metas e resultados.
Década de 1960 ocorre um enorme ressurgimento do interesse pelo Budismo e pelo pensamento oriental no ocidente, coincidindo com a ascensão da psicologia humanista e do movimento pelo potencial humano.
A filosofia e a religião ocidentais enfatizam ação e realização enquanto as abordagens orientais enfatizam o ser. O movimento pelo potencial humano demonstrava muita afinidade com a abordagem oriental.
O coaching, desta forma, possui muitas relações diretas e indiretas com o pensamento oriental. Muitas abordagens orientais eram ensinadas no Instituto Esalen e integradas à filosofia ocidental (LAGES E O' CONNOR, 2010, p. 29).

Construtivismo

Desenvolve a ideia de que fazemos ou "construímos" ativamente o nosso mundo a partir de nossas experiências. Não somo receptores passivos do que vem de fora, mas criadores ativos de nossas experiências.
Nascemos em um mundo estranho, criado à medida que exploramos e descobrimos. Fazemos sentido de nossas experiências e interpretamos o que acontece através de nossa história.
Alguns clientes chegam as sessões de coaching sentindo-se inoperantes, exercendo pouca influencia no curso de suas vidas, o coach não tenta melhorar suas vidas, tampouco lhes diz como fazê-lo. Ao contrario, o coach os ajuda a ver, primeiro, que eles estão contribuindo para criar a vida que estão levando, e segundo, de que maneira o estão fazendo. E assim eles podem mudar suas vidas fazendo algo diferente (LAGES E O' CONNOR, 2010, p. 30, 31).

Estudos linguísticos

A linguagem é o meio pelo qual nos comunicamos, provavelmente uma das mais notáveis invenções humanas. Construímos nosso mundo em função da relação existente entre as coisas e de seu significado, utilizando a linguagem para nos comunicar.
A maneira como vivenciamos o mundo depende de nossos interesses, nossa atenção e nossa saúde. Nem tudo que vivenciamos somos capazes de registrar. Existem coisas que sequer notamos, e outras que esquecemos imediatamente. Interpretamos aquilo que nos lembramos e comprimimos esta rica experiência sensorial em uma camisa de força linguística, escassas palavras que requerem tempo e sequencia para fazer sentido.
Muitos clientes de coaching ficam a mercê da maneira como descrevem verbalmente suas experiências, são servidores e não mestres da linguagem. Os coaches ouvem mas não sabem como tudo "realmente" se passou.
A função do coach consiste em utilizar as palavras para ajudar os clientes a refletir sobre si, a adotar uma nova perspectiva e , assim, ver o mundo de outra forma (LAGES E O' CONNOR, 2010, p. 33,34).

Referencias

LAGES, Andrea; O'CONNOR, Joseph. Como o Coaching funciona: o guia essencial para a historia e pratica do coaching eficaz. [Tradução de Luiz Franzão Filho]- Rio de janeiro: Qualitymark, 2010.

sábado, 2 de julho de 2016

Os quatro C's da confiança - e porque sem eles não há como alcançar o sucesso!

16:31:00
O que você faria se tivesse certeza que não iria falhar? 

Quando se trata de sucesso, existem certas características que são primordiais para alcança-lo, tais como foco, energia, paixão, coragem, ânimo, e claro, confiança interna. Sem a confiança interna no que estamos fazendo, fica praticamente impossível alcançar o sucesso, principalmente porque qualquer adversidade que surgir no meio do caminho ao sucesso pode te fazer questionar se é isso mesmo que deseja.

Bebê fofo

Há algo comum a qualquer indivíduo, relacionamento, equipe, família, organização, nação, economia e civilização no mundo todo - algo que, se faltar, destruirá o governo mais poderoso, o negócio mais bem sucedido, a economia mais próspera, a liderança mais influente, a maior amizade, o caráter mais forte, o amor mais profundo.
Por outro lado, se desenvolvido e estimulado, tem o potencial de criar sucesso e prosperidade sem precedentes em todas as dimensões da vida. No entanto, é a coisa menos entendida, mais negligenciada e mais subestimada de nossos tempos.
É a confiança.
COVEY (2008)
Como COVEY disse, a confiança é capaz de construir os mais lindos sonhos ou, sua falta, pode destruir os maiores e bem sucedidos projetos. Sem a confiança, nada se torna sólido e consistente. 

Existe algo que você precisa saber: para alcançar o sucesso, você não pode deixar de lado e nem negligenciar a confiança. É ela que te dará forças para seguir em frente mesmo quando algo não der como imaginava. Não estou aqui falando na confiança nas coisas, e sim em si mesmo. Quantas histórias ouvimos por aí de pessoas que perderam tudo, mas tiveram a confiança em si mesmo para recomeçar novamente? Disney é apenas um exemplo disso. 

Qual a diferença entre ter confiança em si e ter confiança nas coisas? A diferença é que para quem tem confiança em si mesmo, nada é impossível, cada desafio é uma oportunidade de ser melhor e criar soluções. Agora quem não tem confiança em si mesmo, o mundo é um terrível e amedrontador lugar onde tudo pode contribuir para o seu próprio mal.

Mas... como desenvolver a confiança interna?

Brian Tracy, em seu livro "O Ciclo do Sucesso" (Editora Gente, 2013) descreve os quatro C's primordiais da confiança íntima. Ele defende que, se cultivarmos esses 4 C's, então teremos muita segurança no que estivermos fazendo. 

Vamos aos 4 C's: 

1. Clareza. Decida exatamente o que você quer alcançar e o tipo de pessoa que deseja se tornar. 

Ter clareza do que se deseja é primordial para qualquer meta que deseja alcançar. O que é sucesso para você? Uma casa grande, família, paz de espírito? Como deseja se tornar daqui 1, 5, 10 anos? Aqui vai uma dica: escreva como deseja se tornar, escreva também o que é sucesso para você. Escrever te dá mais clareza, além de ajudar a fixação de tal objetivo. 
Posso até ilustrar a clareza. Suponhamos que você tenha que passar por uma rua escura, a pé, para chegar em casa. Você preferiria que ela estivesse bem iluminada, onde você consegue enxergar para onde está indo ou gostaria que ela estivesse cheia de uma densa neblina? Certamente você preferiria que ela estivesse bem iluminada. 
Ter clareza funciona do mesmo jeito. Sua confiança eleva-se quando sabe-se para onde vai. 

2. Convição. Desenvolva a fé inabalável de que você pode realizar qualquer coisa que colocar em sua mente. 

Se você estiver com dúvidas, sua confiança nunca será 100%. Não há espaço para a dúvida e medo junto com a confiança. Pense bem na pergunta que te fiz no começo do artigo: "o que você faria se tivesse certeza que não vai falhar?". Existe muito potencial dentro de cada um de nós, mas a verdade é que, a menos que tenhamos convicção de que somos capazes, esse potencial ficará adormecido. Podemos fazer coisas extraordinárias, basta ter clareza e, principalmente, convicção do que se deseja. As pessoas que alcançam o sucesso são pessoas que não duvidam do seu objetivo e depositam toda sua paixão e energia nele para assim alcançá-lo! 

3. Compromisso. Proponha-se a fazer o que for necessário; desenvolva à disposição de pagar o preço, com antecedência, por todo o sucesso que deseja. 

Não é raro encontrar pessoas que acreditam que homens e mulheres de sucesso alcançaram tal realização por "sorte" ou "destino". Mas a realidade é que existe um investimento que deve ser feito, investimento este de tempo, energia, paixão, e qualquer outra coisa que se faça necessário. Você está disposto a fazer o que seja necessário para alcançar o que deseja, sem abrir mão de seus valores? Comprometimento é importantíssimo no desenvolvimento da confiança. 

4. Consistência. Proponha-se a trabalhar todos os dias, de manhã, de tarde e à noite, até que eles se realizem. 

Esse quarto e último C da confiança interna é tão importante quanto todos os outros. Vencedores têm uma rotina de vencedores. Não desistem facilmente porque acreditam no que estão fazendo. Não se deixam abater por qualquer coisa que lhe aparece no caminho - pelo contrário, encaram as adversidades como desafios que os levarão além. Ninguém já nasce pronto para correr uma maratona: é necessário muito treino, muita consistência para chegar lá. 

E aí, já pensou no que deseja para sua vida? Que tipo de homem/mulher você deseja se tornar?

Quando colocamos nossos objetivos e ações na ótica da Clareza, Convicção, Compromisso e Consistência, começamos a desenvolver uma confiança interna tão grande que olhamos ao redor e vemos um mundo de oportunidades, nada nos será impossível e sonhos tão longe e distantes se tornam realidade! 

Bibliografia: 

Covey, Stephen M. R., O poder da confiança: o elemento que faz toda a diferença. Tradução de Tom Venetianer. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

Tracy, Brian. O ciclo do sucesso. Tradução de Cissa Tilelli Holzschuh. São Paulo: Editora Gente, 2013.

terça-feira, 21 de junho de 2016

O Jogo Interior by Timothy Gallwey : Linha de base do Coaching

19:47:00
A divulgação do conceito do “jogo interior” de Timothy Gallwey foi um importante marco para o desenvolvimento do coaching na atualidade. A ideia de Tim baseia-se no seguinte principio:

PERFORMANCE = POTENCIAL  -  INTERFERÊNCIA 
( Performance é igual ao Potencial menos a Interferência)

Onde existem duas formas para aumentar a performance ou produtividade do indivíduo: Aumento do potencial ou Diminuição da interferência


Tim vislumbrou que ocorria um ‘dialogo interno’ na mente de cada jogar no momento do jogo e baseado neste ‘dialogo’ seria possível aprimorar o atleta em uma dimensão primeiramente interna que se refletiria em sua performance externa no jogo.
Para a efetivação deste método Gallwey considerou um ponto fundamental: facilitar o processo para que as pessoas aprendessem a aprender pensando por si próprias, afinal é o atleta quem joga não seu treinador, embora a capacidade deste último possa exercer tamanha influencia sobre a performance do atleta.


“O livro “The Inner Game of Tennis” – “O Jogo interior de Tênis” - publicado por Timothy teorizou este cenário tornando-o um dorso para as praticas de desenvolvimento de indivíduos, que inicialmente fora aplicada ao esporte e posteriormente disseminou-se para as mais diversas ciências, desta forma justifica-se que Timothy Gallwey seja considerado como o fundador do conceito de coaching”.


Assista: Tim Gallwey - Entrevista Sobre Coaching



Referências
THE INNER GAME INTERNATIONAL SCHOOL. Timothy Gallwey. Disponível em: <http://theinnergame.com.br/> 

 



 

Sobre nós

O GEPLICO propõe caracterizar a liderança e o Coaching, ao pesquisar e descrever o processo de liderança e de Coaching, bem como aferir os seus resultados. Desta maneira busca sistematizar e divulgar o processo de liderança e Coaching e seus impactos sociais e organizacionais, por meio deste blog socializa conhecimento com uma linguagem simples e acessível para contexto virtual de modo contemporâneo, bem como produz pesquisas e materiais científicos que subsidiem as teorias, técnicas, práticas, metodologias relacionadas a Liderança, Coaching e a Liderança Coaching.